
Nos
últimos anos a festa Junina, vem sendo descaracterizada e se tornando
uma festa mecanizada fora da tradição antiga. Forró pé de serra,
quadrilhas juninas, zabumba, sanfona e o triângulo, verdadeiros
protagonistas do típico São João Nordestino, estão perdendo espaço para
"forrós de plásticos" e outros ritmos que fogem do São João tradicional.
O pé de serra
que ultrapassou gerações, acompanhado pela sanfona, zabumba e triângulo,
retratam com originalidade o verdadeiro forró, que colocou muita gente
para dançar até o sol raiar durante muito tempo. Em tempos de forró
eletrônico e quadrilhas estilizadas, o autêntico forró vem perdendo
espaço para estilos musicais como axé, arrocha, pornôpagode, pagode,
sertanejo entre outros, que não fazem parte do tradicional São João, que
tem como estilo original o forró. São 417 cidades baianas festejando a
maior festa da Bahia, e nas contratações de artistas para festejar o
São João, pouco se vê artistas que preservam o autêntico forró, como
Dorgival Dantas, Adelmário Coelho, Alcymar Monteiro, Flávio José e Trios
Nordestinos. Algumas poucas cidades defendem a tradição do forró de
raiz, valorizando a cultura nordestina fazendo valer a tradição. Outras
se preocupam com transações comerciais entre empresários da música, que
'empurram' goela abaixo qualquer atração, de qualquer ritmo visando
apenas os lucros e acordos.
Com isso, não é
difícil encontrar atrações como Harmonia do Samba, Thiaguinho, Pablo,
Chiclete com Banana entre outras, como principais atrações do São João
em diversas cidades, excluindo as verdadeiras atrações juninas e
contribuindo com a extinção do autêntico forró e da verdadeira tradição
do São João Nordestino.
Gilmar Santos
Fala Recôncavo
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