Antigo casarão da família Moura Medrado em São Felipe ...

 

Antigo casarão da família Moura Medrado em São Felipe. Segundo informações o casarão foi construído no ano de 1845. diversas personalidades ilustres do municipio nasceram e conviveram aí como por exemplo o Major Carlos Moura, o Capitão Augusto Moura, o Dr. Renato de Moura Medrado e outras personalidades ilustres do município.
Os grandes apreciadores de prédios coloniais afirmam que o mesmo era detentor de uma beleza clássica e imponente assim então o “Engenho Medrado” como era conhecido, ficou entre os mais bonitos prédios no conceito artístico e literário.
No ano de 2003, o colunista LAÉRCIO MONTENEGRO, fez uma publicação especial ao engenho, no jornal Gazeta Copioba.
_ Admirando a fantástica coleção de fotografias antigas do sanfelipense SÉRJO MOURA, retratando os antigos casarões da época de Fausto na economia da bonita SÃO FELIPE, pude verificar que as mesmas têm que ser vistas por dois ângulos diferentes: o primeiro pela visão estética de tão suntuosas construções, testemunha de uma época de grandeza econômica. São construções em meio á imensidão dos canaviais, dos cafezais e posteriormente, perfil de uma avançada pelos caminhos redentores de pecuária. A sua arquitetura, porque diferente e sui-generis, revelava a existência do poder de riqueza e do domínio. Muitas e muitas janelas, portas suntuosamente pesadas, demonstravam o poder de seus proprietários. Salões, aposentos aconchegantes, capelas, e em contrastes com tudo isso, a senzala a abrigar mão de obra escrava, lamentável componentes das riquezas reveladas exibidas. Segunda visão, era o fruto do que vinha d”alma, leva-nos a imaginar o que acontecia no interior de tão portentosas construções. O poder e o domínio da forma mais clara possível, e até proposital. A capela era como quê de recado a poderosa religião, mostrando-se todos como fieis aos seus preceitos dominadores. Os móveis sempre bem trabalhados em madeira de lei traziam em seu contorno o trabalho artesanal de anônimos artistas. Pratarias e porcelanas decoradas era o sinal desse domínio feudal, comandados por beneficiados barões, fabricantes das riquezas arrancadas das áreas férteis da Terra do Barão PINTO LIMA. Eram moedas tilitantes originadas das floradas do café, do verde dos canaviais e do mugido revelador da riqueza do gado bovino. As “Sinhás Moças” eram expostas como disputadas prendas, para a garantia da desejada continuidade do nome da família, herdeiros de tudo ali se construía. Seus salões revelavam a vaidade de seus ocupantes, sempre a receber figuras ocupantes do momento. Baús recheados de moedas que cintilavam na mesma grandeza dos ouvidos lamentos dos negros mercadorias. Como o poder sempre está associado ás disputas pelo domínio, não faltavam os rifles pendurados nas paredes, garantia de uma paz imposta e duradoura. Essa era o lema dos casarões, momentos de alegria, de lamentos e de forças dominadoras. Suas portas e janelas significavam que a garantia de que tudo seria mantido em segredo familiar. Prova de que os casarões tinha seu lado alma, revelador de sentimentos quase sempre transformados em atos verdadeiros. Alma que se esvaiu com o tempo, fruto da indiferença de quem não se comoveu com tanta prova de vida, deixando que apenas a fotografia comprovasse que eles ali reinavam na sua imponência arquitetônica e também sentimental.

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