Bahia e Vitória se reencontram neste sábado; Saiba mais sobre a história do clássico BAVI

Bahia e Vitória se reencontram no Estádio Manoel Barradas, o Barradão, na tarde deste sábado (4), às 16h30, em confronto válido pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Será o segundo clássico Bavi da temporada de 2015. O único até então, realizado no estadual, terminou empatado em 1 a 1.

Neto Baiano e Maxi Biancucchi marcaram os gols. Mesmo com a expectativa de receber um grande público, o Barradão não é um estádio a ser temido pelo Bahia, segundo o retrospecto dos jogos entre as duas equipes nos últimos dez anos. O tricolor visitou seu maior rival em dezesseis oportunidades. O esquadrão venceu o Vitória sete vezes, empatou seis e perdeu três.

Os números recentes favorecem, e muito, ao Esporte Clube Bahia. No entanto, na histórico geral dos confrontos contra o leão, no Barradão, este retrospecto é bem diferente. Ao todo, na casa do Vitória, o Bavi foi realizado em 44 oportunidades. Os donos da casa ganharam 23 vezes e perderam apenas 10. Foram 11 empates, com 77 gols marcados pelo Vitória e 53 pelo Bahia.

Estádio Manoel Barradas - Barradão
Sobre o BAVI
Ba-Vi é o nome que se dá ao clássico de futebol em que se enfrentam os dois principais clubes da cidade de Salvador e do estado da Bahia, o Esporte Clube Bahia e o Esporte Clube Vitória. Pela grandeza das torcidas, representatividade e tradição dos dois clubes envolvidos, é o maior clássico da região Norte-Nordeste e um dos maiores do Brasil, envolvendo o "Esquadrão de Aço" e o "Leão da Barra", que alimentam essa rivalidade há mais de 80 anos, em confrontos desde 1932.

O primeiro jogo entre os dois clubes foi realizado no antigo Campo da Graça, mas o clássico só viria a atingir a dimensão que possui hoje e atrair um número maior de torcedores graças à construção do antigo Estádio Octávio Mangabeira (atual Arena Fonte Nova), onde foram disputados a grande maioria dos Ba-Vis.

De 1986 pra cá, muitos clássicos passaram a ser disputado também na casa do Vitória, o Estádio Manoel Barradas, conhecido como Barradão. Em nove edições da Copa do Nordeste, o Ba-Vi decidiu três, com duas conquistas do Vitória (1997 e 1999) e uma do Bahia (2002), sendo este o único clássico estadual a atingir uma final do "Nordestão".

Jogadores da dupla Ba-Vi perfilados para mais um clássico
História
Os primórdios do clássico
O Bahia, campeão da Taça Brasil de 1959 e do Campeonato Brasileiro de 1988, e vice em 1961 e 1963, e bicampeão da Copa do Nordeste (2001 e 2002) e o Vitória, vice-campeão brasileiro de 1993 e da Copa do Brasil de 2010, além de pentacampeão do Nordeste (1976, 1997, 1999, 2003 e 2010), construíram sua rivalidade um pouco mais tarde que a maioria dos grandes clássicos do futebol brasileiro.

Isto porque o Bahia, fundado em 1931, à altura do primeiro confronto ainda se popularizava no futebol soteropolitano e baiano. O Vitória, apesar de fundado em 1899 (um dos primeiros clubes do Brasil) e de ter sido um dos pioneiros em criar um departamento de futebol no país, em 1902, só passou a dar real importância ao futebol na década de 1950. Antes, a prioridade do rubro-negro eram os esportes aquáticos, com destaque para o remo. Daí a origem da alcunha "Leões da Barra", visto que muitos dos seus remadores praticavam o esporte na região da Barra.

O primeiro Ba-Vi da história, realizado em 1932 no antigo Campo da Graça
O primeiro Ba-Vi
A primeira partida entre os dois clubes, porém, foi realizada muito antes disto. Ainda em 10 de Abril de 1932, às 16h05, no antigo Campo da Graça, Bahia e Vitória se enfrentavam pela primeira vez, em partida apitada por Vivaldo Tavares. Mas, com um detalhe: o Ba-Vi inaugural teve apenas 20 minutos. Isto porque o jogo foi válido pelo Torneio Início do Estadual daquele ano. Tal competição era muito tradicional à época e servia como uma preliminar do Campeonato Baiano. Composta por todos os participantes do estadual, era disputada em jogos eliminatórios de 20 minutos, num mesmo dia e local.

À época do primeiro confronto, a dupla Ba-Vi vivia momentos distintos. O recém-nascido Bahia era só alegria. Fundado em 1931, ano anterior ao jogo, havia conquistado o Campeonato Baiano logo em sua primeira participação. O time era a grande sensação da cidade. Por outro lado, o futebol do já trintão Vitória atravessava uma fase de instabilidade, porque ainda não havia adotado o profissionalismo. Em 1932, o rubro-negro decidiu voltar à disputa do Baianão após um tempo de ausência, talvez motivado pelo sucesso do novato Bahia logo em seu primeiro ano.

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