Postado por: Marcus Augusto Macedo DRT 5719
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O padre Valmir Lima precisou deixar o sacerdócio
para assumir a prefeitura de Picos, cidade localizada a 306 km de
Teresina, no Piauí, e agora nem mesmo sacramentos ele pode celebrar. Lima
serviu como padre por 11 anos e foi eleito como vice-prefeito da
cidade. Porém o prefeito eleito largou o cargo para assumir o trabalho
de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o padre, como
vice, ficou com a função. Uma decisão da Diocese
da cidade de 2012 impede que o religioso que entrar para a política
continue exercendo o sacerdócio e por isso Lima não pode celebrar missa,
casamento e batizado desde que decidiu sair como candidato. “O
bispo diocesano executou uma orientação da igreja do Brasil
determinando que os sacerdotes que postulam cargos no município ou
espera do estado são suspenso de ordem, isto é, continuam sacerdote, mas
não exercem o Ministério ou fazem atividades públicas em nome da igreja
católica”, explicou o vigário geral de Picos, Flávio Santos, ao G1. Valmir
Lima entende a posição da igreja, mas afirma que se colocou a prova
para viver o que pregava na missa atuando na política. “A igreja diz que
somos chamados a servir, estar junto ao povo, mas sem se envolver na
política. Eu abracei o desafio de não deixar de ser honesto sendo
político, caridoso, ser servo e responsável simplesmente porque tenho
envolvido na política. A gente prega tudo isso sem se colocar a prova e
eu me coloquei a prova”. A rotina do padre mudou
completamente, ele não atende mais as pessoas na igreja, mas em seu
gabinete recebe muitos dos munícipes sempre pensando nas comunidades. Apesar
de cumprir seu papel como prefeito há um mês, os moradores de Picos
ainda não se acostumaram em ter um prefeito padre, os fiéis da igreja
até eram contra a entrada do padre na política, mas hoje já o apoiam. “No início nós não queríamos isso, mas já que ele estar. Agora temos que apoiar”, disse a dona de casa Dona Linsaura Santos.
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