Após assembleia nesta quinta-feira (30), os
professores da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) decidiram que
encerram a greve caso o governo assine a minuta de acordo. Além disso, a
entidade quer que o governo apresente termo de compromisso, que criará
um grupo de trabalho para encontrar soluções para as promoções de 2016.
De
acordo com a assessoria de imprensa da Uneb, caso o documento seja
assinado, a greve pode terminar na sexta-feira (31). Ainda nesta tarde
de quinta-feira, os professores da Universidade Estadual do Sudoeste da
Bahia (Uesb), Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e
Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) também realizam assembleias
gerais.
A determinação da assembleia ocorreu
diante das conquistas já conseguidas na mesa de negociação da greve
docente. Porém, a categoria decidiu que o cumprimento do acordo, por
parte do governo, é determinante para o desfecho do movimento grevista.
Segundo
os professores da Associação dos Docentes da Universidade do Estado da
Bahia (Aduneb), os termos de Acordo e de Compromisso são frutos dos
avanços nas negociações que ocorreram nos quase 80 dias de greve. As
últimas duas rodadas de discussões com o governo aconteceram na sexta
(24) e segunda-feira (27). Na sexta-feira (31), será realizada uma nova
reunião.
De acordo com a assessoria da Uneb,
caso o governo cumpra, na sexta, o compromisso firmado, na segunda-feira
(3) os professores da Uneb, em nova assembleia, discutirão uma proposta
de reorganização do calendário acadêmico, o retorno às aulas sem
prejuízo aos estudantes e pauta interna.
Termo de Acordo
Entre
as conquistas que deverão constar no termo de acordo estão a revogação,
em até 60 dias, da lei que interfere na autonomia didática,
administrativa e financeira das universidades; e a implantação de todos
os processos represados de promoção, progressão e mudança de regime de
trabalho em até 60 dias.
Também foi garantido
fluxo mínimo para que mais docentes possam ter promoção na carreira até o
final do ano. Os recursos para os fins virão de orçamento extra ao
previsto às universidades. Ainda sobre o orçamento, o governo a se
comprometeu a não realizar cortes e contingenciamento orçamentário nas
universidades estaduais até o final do ano. Além disso, foi acertada a
devolução das cotas mensais do orçamento, retiradas por Rui Costa no
primeiro trimestre de 2015.(Infro SAJ)
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