Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Pelo menos 89% dos brasileiros dizem estar em dificuldade para quitar
suas dívidas. Para solucionar seus problemas de endividamento, 20% dos
entrevistados disseram ter vendido algum bem nos últimos 12 meses. Em
parte, de acordo com a Agência Brasil, isso é explicado pela percepção
de queda da renda com perda do poder de compra, apontados pelo estudo
Retratos da Sociedade Brasileira – Renda e Endividamento, divulgado
nesta quarta-feira (9) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Segundo o levantamento, 42% dos brasileiros consideram que sua renda
diminuiu nos últimos 12 meses. Deste total, 22% avaliam que a renda caiu
muito e 20% dizem acreditar que a renda diminuiu pouco. No mesmo
período, 59% perceberam piora no poder de compra. Quanto menor a renda
familiar, maior a percepção de que sua renda foi reduzida ao longo do
tempo – no caso, essa é a situação em que se encontram 35% das pessoas
com renda familiar superior a cinco salários-mínimos, e 46% dos com
renda familiar inferior a um salário-mínimo. No que se refere ao poder
de compra, 59% dos entrevistados disseram ter percebido piora ao longo
dos últimos 12 meses – para 34% a sensação é de muita perda, enquanto
para 25% a sensação é de pouca perda. Os moradores do Sudeste e do Sul
do país são os que mais sentiram o problema - 65% dos entrevistados em
cada região. Os do Nordeste foram os que menos perceberam a queda do
poder de compra (51%). Nas regiões Norte e Centro-Oeste, o índice está
em 56%. De acordo com a pesquisa, esse tipo de dificuldade atinge mais
intensamente aqueles que vivem em cidades com mais de 100 mil habitantes
(31%), do que os que moram em municípios com até 20 mil habitantes
(23%). Mas 60% das pessoas dizem ter passado por dificuldade para pagar
as contas ou compras a crédito. Em 2012 o percentual estava em 45% e, em
2013, 47%. A expectativa para 45% dos entrevistados é que, nos próximos
seis meses, a renda não sofrerá alterações. No entanto, 37% acreditam
que ela diminuirá e 14% que a renda aumentará. De acordo com a CNI, a
preocupação em perder o atual padrão de vida atinge 83% dos
entrevistados em 2015. Em 2009 o índice estava em 90% e, em 2012, 76%.
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