Desde que deixou o poder em 2007, com a posse do
então governador Jaques Wagner (PT), o Democratas, partido criado em
março do mesmo ano em substituição ao PFL, amarga uma escala decrescente
de eleitores simpatizantes e, consequentemente, uma redução na
quantidade de prefeituras. Em
2008, primeira eleição municipal pós-era-carlista, o DEM elegeu 43
prefeitos, dos 417 municípios baianos, e obteve 1,01 milhão de votos em
todo o estado.
O PT, com a máquina
pública estadual sob seu comando, cravou 66 prefeitos e levou 1,4 milhão
de votos em todo o estado. No pleito, o partido que mais elegeu
prefeitos foi o PMDB, com 114 prefeitos vitoriosos e 1,7 milhão de
votos. Quatro anos mais
tarde, nas eleições de 2012, o Democratas elegeu apenas oito gestores e
viu seu coeficiente despencar ainda mais para 862 mil eleitores.
O
PT, com o mandato do governador Wagner renovado, aumentou seu
eleitorado e o números de prefeituras. Ao todo, o PT elegeu 92 prefeitos
e obteve 1,8 milhão de votos. Em contrapartida, apesar de reduzir o
número de prefeituras, o DEM venceu nos dois maiores colégios eleitorais
– Salvador (ACM Neto) e Feira de Santana (José Ronaldo) –, cidades
responsáveis por mais de 90% dos votos obtidos pela legenda em 2012.
Apesar
da desvantagem no quantitativo de eleitores e de prefeituras, o DEM
vence seu principal adversário em número de filiados. Conforme dados do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Democratas conta atualmente com 90
mil filiados em situação regular, perdendo apenas para o PMDB, que
registra 94 mil peemedebistas com filiação ativa.
O
PT vem logo em seguida com 85 mil petistas. Este ano, 2,5 mil novos
democratas assinaram a ficha de filiação. O PT filiou 1,5 mil. Na
comparação com o número de desfiliados, o DEM, que registrou perdas
significativas nos últimos anos com a criação de novos partidos como o
PSD, perde para o PT. Desde a sua criação, o DEM perdeu 28 mil filiados
contra 21 mil desfiliações petistas registradas. Nesta
segunda-feira (26), os democratas se reúnem em Salvador para apresentar
os planos e metas para as eleições municipais de 2016.
Segundo
o partido, a expectativa é formar diretórios municipais e comissões
provisórias em pelo menos 360 municípios baianos, podendo chegar a 400
cidades até o final do prazo dado pela Justiça eleitoral. Atualmente o
DEM está constituído em apenas 45 cidades baianas.
Já
a quantidade de prefeituras, o partido pretende saltar de oito para 100
a partir de 2017, mantendo as duas principais, a capital baiana e a
Princesa do Sertão. A
aposta está na popularidade do prefeito ACM Neto, vitrine administrativa
do partido, que atualmente goza de uma avaliação positiva perante à
população soteropolitana e é tido, a princípio, como o favorito à
reeleição.
Além do fortalecimento de
sua imagem, com a aprovação para mais um mandato à frente da capital
baiana, o principal líder oposicionista ao governo Rui Costa (PT)
carimba automaticamente o passaporte para disputar as eleição para o
governo da Bahia em 2018 e, com isso, inevitavelmente, candidatos a
prefeito do Democratas podem fortalecer suas candidaturas perante seus
eleitorados no ano que vem. “Em 2016, a onda azul vai se espraiar por
toda a Bahia”, afirmou o presidente do Democratas na Bahia, José Carlos
Aleluia, que renovará seu mandato à frente do partido.
0 Comentários