Adultos com 30 e poucos anos não são felizes como eram antigamente.
Já os adolescentes estão mais contentes. Pelo menos é o que mostra uma
pesquisa realizada nos Estados Unidos com amostras representativas de
1,3 milhão de pessoas de 13 a 96 anos que abrangem o período de 1972 e
2014. Pesquisadores das universidades de San Diego,
Califórnia e Flórida Atlantic constataram que, em 1970, 38% dos adultos
na faixa dos 30 anos diziam que eram muito felizes. Já em 2010, esse
número encolheu para 32%. Já 28% dos adultos de 18 a 29 se descreveram
dessa forma em 1970, número que passou para 30% em 2010. Porém, entre
adolescentes com 12 ou 13 anos, o número passou de 19%, em 1970, para
30%, em 2010, um crescimento bastante expressivo. A
aposta dos pesquisadores para esse fenômeno é que a cultura atual,
baseada no uso da tecnologia e em relacionamentos mais voláteis, pode
ser fascinante para os adolescentes, mas não supre o desejo de
estabilidade que os adultos mais maduros têm. Para
a professora de psicologia Jean Twenge, que participou do estudo e
também é autora de um livro chamado “Geração do Eu”, a cultura
norte-americana (que exerce forte influência no Brasil e em outros
países) enfatiza muito a busca do sonho e as altas expectativas em
relação ao futuro. E isso é algo que combina com o espírito adolescente.
Mas, ao chegar aos 30 e poucos anos e constatar que a vida é mais
difícil que imaginavam, a frustração vem à tona. Em
artigo publicado no periódico Social Psychological and Personality
Science, Twenge comenta que, em 2008, uma pesquisa semelhante chamou
atenção por mostrar que o nível de felicidade das mulheres havia
diminuído em relação aos anos de 1970. Agora, o que ela vê é que tanto
homens quanto mulheres dessa geração de 30 estão menos contentes. Vale a
pena refletir um pouco nesses resultados. (Uol)
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