Os pequenos e médios municípios brasileiros estão
encabeçando as cidades com maior número de homicídios de mulheres no
Brasil e, por isso, são necessárias políticas públicas específicas para
esses locais. A afirmação é do pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz, da
Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), autor do estudo
Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres no Brasil, apresentado
hoje (9) em Brasília. Segundo ele, os 100 municípios com mais homicídios
de mulheres concentram só 2% do total de assassinatos, enquanto os
municípios com mais homicídios de homens concentram 15% do total de
mortes. “Homicídios de homens estão mais concentrados que os de
mulheres, e isso cria uma certa dificuldade de enfrentamento. Chegar aos
pequenos municípios é o desafio, já que os grandes têm seus
instrumentos, como as delegacias da mulher”, disse Jacobo. Segundo o
estudo, dentre os 100 municípios com mais de 10 mil habitantes do sexo
feminino (com as maiores taxas médias de homicídio de mulheres/por 100
mil), as dez primeiras posições no ranking nacional são: Barcelos/AM
(1º), Alexânia/GO (2º), Sooretama/ES (3º), Conde/PB (4º), Senador
Pompeu/CE (5º), Buritizeiro/MG (6º), Mata de São João/BA (7º), Pilar/AL
(8º), Pojuca/BA (9º) e Itacaré/BA (10º). A secretária de Políticas para
as Mulheres do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos
Direitos Humanos, Eleonora Menicucci, disse que implantar a Lei Maria da
Penha em todos os municípios é um desafio, e que o último balanço do
Disque 180 apontou que a maior parte das denúncias é de cidades entre 20
mil e 50 mil habitantes. “Falta uma capilaridade das ações de
enfrentamento à violência, das politicas públicas. E falta uma
erradicação da cultura da violência patriarcal e machista no nosso
país”, disse. Para a ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos
Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, os dados mostram uma lamentável
articulação entre desigualdade regional, de raça, socioeconômica e de
gênero, e aponta para uma sociedade que “ainda é patriarcal, racista e
sexista”. Apesar disso, para ela, os dados vão ajudar os governos a
pensar e aprimorar políticas públicas, além de serem trabalhados nas
escolas e universidades e com os movimentos sociais. Segundo o estudo,
entre 2003 e 2013, o número de mulheres assassinadas passou de 3.937
para 4.762, incremento de 21,0% na década. Entre 2006, ano da
promulgação da Lei Maria da Penha, e 2013, apenas em cinco estados
registraram quedas nas taxas de homicídios de mulheres: Rondônia,
Espírito Santo, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro. Para Jacob, esse
crescimento também é uma reação à própria lei. “O machismo enfrentado
resultou uma crise, porque se esperava que a violência não fosse
respondida. Mas a partir da lei, isso se rompeu, a mulher começou a
fazer denúncias, o que originou reação do sistema patriarcalista que tem
no Brasil”, disse o pesquisador, destacando que a legislação atual é
boa, mas ainda insuficiente. A secretária Menicucci espera que, com a
nova Lei do Feminicídio deverá ajudar a reduzir as taxas, já que aumenta
as penas e tipifica os assassinatos de mulheres. “E temos que olhar com
foco os assassinatos dentro de casa, nos domicílios. Mulheres são
mortas por aqueles que elas escolheram para serem seus companheiros e
pais dos seus filhos”, disse. O Mapa da Violência apontou que, dos 4.762
homicídios de mulheres registrados em 2013, 2.394, isso é, 50,3% do
total foram cometidos por um familiar da vítima. Já 1.583 dessas
mulheres foram mortas pelo parceiro ou ex-parceiro, o que representa
33,2% do total de homicídios femininos nesse ano. Com informações da
Agência Brasil.
Uma estudante de 17 anos foi proibida de frequentar as aulas e fazer as provas finais após ter colocado um piercing no nariz. Nayara Faria dos Santos tem 17 anos e estuda no Colégio Progressivo, em Goiânia. Segundo a direção da escola, que é particular, a questão já estava prevista no regimento interno. O caso é analisado pelo Conselho Estadual de Educação. A jovem, que cursa o 3º ano do ensino médio, conta que na última segunda-feira (9) foi retirada da sala quando estava pronta para fazer os exames. “O diretor simplesmente falou assim: ‘Tira e faz a prova’, Com essas palavras. Falei que não podia tirar e ele disse para eu ir embora. Perguntei se iriam zerar minhas provas e ele disse que sim”, lembra. Pai de Nayara, o empresário Fernando Batista dos Santos, de 41 anos, disse ao G1 que foi ao colégio e tentou argumentar, mas não teve êxito. Ele afirmou ainda que a filha também foi proibida de entrar para assistir as aulas no dia seguinte. "A gente sabia que não podia ...
Ingredientes 200g de Bolacha 100g de Manteiga 300g Cream Cheese 3 Ovos (pequenos) 8 colheres de sopa Açúcar 200g Creme de Leite 3 Colheres (Sopa) de Farinha de Trigo 1 Colher (sopa) de essência de baunilha Geleia de sua preferência Modo de preparo: Comece untando bem uma forma redonda de fundo removível com +ou- de 20cm, forre o fundo com papel manteiga também untado para garantir que sua cheesecake não vai grudar no fundo da forma. Triture 200g de Bolacha até virar uma farinha bem fina, junte a manteiga gelada cortada em cubos e misture com as pontas dos dedos até conseguir uma farofa com aparência de areia molhada. Forre todo o fundo da forma com essa “farofa” e pressione com as costas de uma colher para que fique uma camada lisa e compacta. Leve para assar por 10 minutos em forno pré aquecido a 180°C. Em uma tigela misture o cream cheese, baunilha, creme ...
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que dez mil mortes são registradas diariamente em decorrência do consumo de cigarro em todo planeta. O estudo indica ainda que o tabaco é a principal causa de óbitos no mundo, seguida pelo álcool e pela inalação indireta do fumo, ou seja, que atinge aquele indivíduo que convive com fumantes. Apesar dos números alarmantes, o Ministério da Saúde destaca Salvador como a capital brasileira com o menor índice de fumantes, onde 7% da população adulta declara fazer uso do cigarro. O baixo consumo de tabaco na capital baiana é atribuído, além da conscientização da população, ao intenso trabalho realizado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), através do Programa de Controle ao Tabagismo (PMCT). "Somente no ano passado, aproximadamente mil pessoas participaram dos grupos de tabagismo nas nossas unidades de saúde. Nosso objetivo é não só ...
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