A
Argentina está na final da Copa do Mundo disputada em pleno solo
brasileiro. Foi nos pênaltis, suado, sofrido, chorado. Depois de um jogo
considerado feio, com poucas chances, muito equilíbrio, um 0 a 0 no
placar e uma cara de uma semifinal de verdade. Nos pênaltis, porém, os
hermanos contaram com a estrela do goleiro Romero para vencer por 4 a 2 e
se garantirem na grande decisão contra a Alemanha.
Desta
vez não teve Tim Krul, para salvar a Holanda. O técnico Louis van Gaal
gastou sua última substituição no começo da prorrogação e não pode
mandar a campo o seu ‘amuleto', que havia garantido a classificação na
disputa de pênaltis diante da Costa Rica nas quartas de final. Coube ao
Cillessen, que nunca na carreira havia defendido um pênalti, a missão de
tentar colocar a equipe na decisão. Não deu.
Logo
na primeira cobrança, Sergio Romero mostrou de quem era a estrela que
brilharia nesta quarta-feira. O goleiro argentino defendeu a cobrança de
Ron Vlaar logo de cara e depois ainda fez uma defesa brilhante para
parar a cobrança também de Sneijder. Cillessen seguiu não pegando
penalidades, e a disputa acabou em 4 a 2 para os hermanos.
O
jogo - Depois da estrondosa goleada da Alemanha para cima do Brasil, o
duelo entre Holanda e Argentina começou com cara de semifinal de verdade
em uma Copa do Mundo. Nada de espaços sobrando, de troca de passes
tranquila no campo de ataque ou de chutes livres dentro da área. O jogo
em São Paulo começou marcado justamente pelo oposto disso tudo.
O
primeiro lance de mais perigo saiu só aos 13 minutos de jogo. Robben
puxou pela direita e foi desarmado por Mascherano, mas a bola acabou
sobrando para Sneijder arriscar de fora da área e manda para fora. Na
sequência, a resposta. Enzo Pérez puxou boa jogada e foi derrubado na
entrada da área. Na cobrança, Messi tentou surpreender e bateu no canto
do goleiro, mas Cillessen se jogou e agarrou a bola.
O
melhor lance do primeiro tempo seria em uma bola parada. Aos 23
minutos, Lavezzi cobrou escanteio da esquerda e Garay apareceu no meio
de todo mundo para ganhar de cabeça, mas não conseguiu direcionar a
finalização e mandou para longe.
A
Holanda também criou sua melhor oportunidade em um cruzamento. Aos 31,
em bola alçada na área, De Vrij apareceu sozinho, mas não conseguiu
altura suficiente para alcançar a bola, e o goleiro Romero afasto de
soco. Na sobra, Sneijder ainda arriscou o chute, mas o arqueiro aparecer
bem para fazer a defesa.
A
etapa final foi da mesma forma. A Argentina até tentava buscar mais o
jogo, mas não encontrava espaços no meio da defesa rival. Mesmo quando
conseguia um bom lance, um zagueiro holandês aparecia na hora certa para
travar. Já a Holanda preferia sempre cadenciar mais a posse de bola e
trocar passes no campo de defesas.
O
primeiro lance de mais perigo foi para quem tentou mais. Aos 29
minutos, Enzo Perez disparou pela esquerda e colocou a bola na área, na
medida, para Higuaín. O centroavante ainda conseguiu ganhar da marcação e
mandou a bola para as redes, mas pelo lado de fora.
A
resposta holandesa veio só aos 45 minutos. Robben finalmente conseguiu
aparecer com perigo, achou espaço e invadiu a área, mas demorou para
fazer o chute e acabou travado por Mascherano.
Os
30 minutos da prorrogação seguiram com a mesma pegada. A Argentina teve
nos pés duas chances, mas desperdiçou ambas. A primeira com Palacio,
invadindo a área sozinho, mas perdendo o tempo de bola e tentando uma
desastrada cabeçada que parou facilmente nas mãos de Cillessen. A
segunda em chute de primeira de Maxi Rodríguez após ótima jogada de
Messi, que também parou no goleiro.
Nos
pênaltis, Messi, Aguero, Garay e Maxi Rodríguez marcaram, e o goleiro
Romero garantiu a festa argentina ao defender as cobranças de Vlaar e
Sneijder.
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