Apesar dos avanços, os consumidores ainda enfrentam muitos problemas com produtos e serviços
Ao longo de 25 anos do Código de Defesa do Consumidor, o
cidadão ficou mais consciente de seus direitos na hora de comprar
produtos e serviços e quando precisa reclamar nos órgãos de defesa. A
opinião é da coordenadora da Associação Brasileira de Defesa do
Consumidor (Proteste), Maria Inês Dolci. No Dia Mundial do Consumidor,
comemorado neste domingo (15), ela alertou, no entanto, que é preciso
mais fiscalização e punição às empresas que desrespeitam os direitos dos
consumidores.
“Quando se sentem lesados, os consumidores reclamam pessoalmente,
pela internet, gritam nas redes sociais. Isso faz a diferença. As
empresas perceberam que o consumidor não aceita mais qualquer resposta, e
corre atrás de seus direitos”, disse Maria Inês. Contudo, acredita a
coordenadora da Proteste, muitas empresas ainda são resistentes em
atender o Código de Defesa do Consumidor. “É preciso que haja punições
mais efetivas e uma fiscalização eficiente”.
Para ela, a segurança dos produtos foi outro ponto que avançou.
“Conseguimos fazer com que os produtos passassem por avaliações
periódicas. Hoje temos carros, eletrodomésticos e muitos outros itens de
consumo mais seguros no país. Logo no começo da Proteste, tínhamos
muitos produtos que traziam problemas graves para o consumidor, e isso
mudou”, disse.
Segundo Maria Inês, a lei do comércio eletrônico também trouxe mais
rigor para as compras pela internet. Antes da legislação, os
consumidores que se sentiam prejudicados nas comprasonline precisavam se
apoiar no Código de Defesa do Consumidor, sancionado em setembro de
1990, e que entrou em vigor em 1991, uma época em que comprar pela
internet estava longe de ser realidade.
“A lei regulou as centenas de sites que oferecem produtos e serviços.
Eles ficaram obrigados a fornecer CNPJ, endereço físico, além de um
canal de atendimento válido para o consumidor. Isso tornou mais rígido o
acompanhamento e facilitou as reclamações, as denúncias”, disse. Para
ela, o próximo passo é regulamentar o Marco Civil da Internet, para
garantir a segurança dos dados dos consumidores.
Apesar dos avanços, os consumidores ainda enfrentam muitos problemas
com produtos e serviços, segundo aponta o ranking de atendimentos do
Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), divulgado neste mês. Em 2014,
pelo terceiro ano consecutivo, os planos de saúde mantiveram a liderança
dos temas mais demandados pelos clientes. O balanço anual informa que o
percentual de atendimentos sobre planos de saúde caiu em relação a 2013
de 26,66% para 19,83%, mas o assunto segue como campeão de
insatisfação. Segundo o Idec, reajustes abusivos e negativa de cobertura
também continuam entre os aborrecimentos mais frequentes.
O segmento de serviços financeiros manteve-se como o segundo assunto
mais demandado ao Idec, com 15,33% dos registros. O setor de
telecomunicações saiu da quarta para a terceira posição, com 13,71% dos
atendimentos. O segmento inclui as dúvidas e queixas sobre telefonia
móvel e fixa, TV por assinatura e banda larga. Houve uma troca de
posição com o tema produtos,que agora figura na quarta colocação, com
12,72% das demandas. Ele engloba eletroeletrônicos, alimentos e
medicamentos, por exemplo. Juntos, os quatro assuntos representam 61,59%
dos atendimentos feitos pelo Idec em 2014.
Para a consultora em marketing digital e-commerce e em comportamento
do consumidor Fátima Bana, o Dia Mundial do Consumidor é importante para
concientizar os cidadãos para um consumo consciente. Segundo ela,
diversas lojas de varejo programa para a próxima quarta-feira (18) uma
série de promoções, para marcar a data, mas é preciso ficar atento.
“É importante que o consumidor aprenda a pesquisar. Se vai ter um
momento de promoções no varejo, olhe uma semana antes, verifique se o
preço não passou por ocasião, se não é tudo pela metade do dobro do
preço, se não é um produto que estava alto ontem e ficou hoje. Ver
questões de frete, parcelamento”, recomenda.
Desembargador derruba decisão de juiz sobre suspensão de WhatsApp no Brasil
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