Vítimas de pessoas conhecidas são 2,5% da população adulta - A faixa etária mais suscetível a sofrer violência ou agressão de pessoa conhecida era a de 18 a 29 anos (3,2%). e o nível de instrução mais comum entre os que sofreram algum tipo de ato de violência cometido por pessoas que elas conheciam era o ensino fundamental completo e médio incompleto (2,8%). Ainda de acordo com o estudo, feito com dados de 2013, há uma inversão do quadro quando se trata de violência oriunda de pessoas desconhecidas. Nesse caso, a proporção de homens vítimas de violência foi calculada em 3,7% (2,5 milhões) –um ponto percentual a mais em comparação com as mulheres. Já 3,1% dos brasileiros com mais de 18 anos (4,6 milhões de entrevistados) afirmaram que foram agredidos fisicamente, verbalmente ou emocionalmente por pessoas que eles desconheciam –casos como brigas de rua, tentativas de assalto, entre outros exemplos. A maioria também ocorreu com pessoas de 18 a 29 anos (4,5%), mas o nível de instrução mais comum entre as vítimas era o ensino médio completo e superior incompleto (4%). O Norte (5%) aparece com a maior proporção na análise por região.
Desenho próprio - O IBGE explicou que as estatísticas da Pesquisa Nacional de Saúde não são comparáveis com outras publicações do instituto, pois a pesquisa tem um “desenho próprio” (fatores que não haviam sido abordados antes). Dessa forma, não seria possível estabelecer séries históricas cruzando as informações com o suplemento de saúde da Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios). Os entrevistadores do IBGE estiveram em pouco mais de 80 mil domicílios. O Brasil possui, segundo o IBGE, cerca de 65 milhões de residências. O primeiro volume da PNS, divulgado em dezembro do ano passado, continha capítulos como a percepção do estado de saúde, as doenças crônicas não transmissíveis e o estilo de vida. Na ocasião, o UOL mostrou que quase metade dos brasileiros é sedentária, 15% fumam e 28% veem muita TV. A hipertensão e os problemas na coluna eram as principais doenças dos brasileiros.
Intervalo de confiança - Por ser uma pesquisa por amostra, as variáveis divulgadas pela PNS estão dentro de um intervalo numérico, que é o chamado “erro amostral”. Não há uma margem de erro específica para toda a amostra. Para cada caso, é calculado o intervalo de confiança. “Isso quer dizer que, em 95% das vezes que eu pegar uma amostra e calcular o indicador, ele estará dentro daquele intervalo. (…) Quanto menor o intervalo de confiança, melhor é”, explicou Maria Lúcia Vieira, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE. Diferentemente das pesquisas eleitorais, que têm apenas um indicador em destaque (a intenção de votos de determinado candidato), a PNS tem vários indicadores e o valor de cada um deles oscila dentro do seu intervalo específico. (Aratu)
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