Crime
O crime ocorreu em 2 de agosto, um domingo. Gisele conta que os dois tiveram uma discussão pela manhã, o que viria a causar a tragédia horas depois. Decidida a se separar, ela anunciou para o companheiro: “Ou você sai de casa, ou saio eu”. “Aí, ele começou a chorar e pedir perdão”. Sem aceitar a decisão da companheira, Élton Jones trancou a porta e colocou a chave dentro do bolso. Gisele lembra que, quando tentou ligar para a mãe pela primeira vez para pedir socorro, teve o celular arrancado das mãos pelo marido. Ela tentou afastá-lo com um chute. Foi quando o homem pegou um facão em cima do armário para agredi-la. O primeiro golpe foi na cabeça. Gisele conta, ao se ver sangrando, ficou supresa, porque não imaginava que o marido fosse capaz de uma agressão tão grave. Em seguida, vieram os demais golpes. “Eu gritava que perdoava ele, para ver se ele parava. Mas ele continuou. Logo em seguida, tentei me fingir de morta. Só que ele me deu uma facada na barriga e eu gritei. Aí ele disse: ‘está viva ainda, desgraçada’", relata Gisele. "Eu só gritava que Deus perdoasse ele pelo que estava fazendo”, afirmou a jovem. “Aí, ele botou uma jaqueta e saiu, me dizendo: ‘Estou indo dar um beijo na minha mãe, que eu sei que vou ser preso. E você está morta'”. Gisele ficou sozinha, gritando por socorro. Até que uma vizinha teve coragem de entrar no quarto. Naquela hora, a jovem diz que achava que iria morrer em poucos instantes. Pediu, então, para telefonar para a mãe para se despedir. Gisele afirma que o socorro demorou, e o atendimento médico só chegou depois que a mãe dela, que se deslocou de Sapucaia do Sul para São Leopoldo, já estava no local. A jovem ficou internada na UTI do Hospital Centenário por quatro dias, além de outros dois em um quarto da instituição. Passou por cirurgias para reimplante dos pés, e ainda é preciso esperar para ver se não haverá rejeição. Nas mãos, não foi possível fazer reimplante.
0 Comentários