O Sínodo de bispos sobre a família votou com ampla
maioria um documento final com 94 páragrafos, que propõe, entre outras
questões, "a integração" na Igreja dos divorciados que voltarem a se
casar, após a análise de "caso a caso".Sob a doutrina atual da Igreja,os
divorciados não podem receber a comunhão, a menos que se abstenham de
ter relações sexuais com seu novo parceiro, porque seu primeiro
casamento ainda é válido aos olhos da Igreja e eles são vistos como
vivendo em pecado do adultério. A única maneira para que esses católicos
possa casar novamente é se receberem a anulação --decisão de que seu
primeiro casamento nunca existiu em primeiro lugar por causa da falta de
determinados pré-requisitos, como a maturidade psicológica ou livre
arbítrio. Nos dois parágrafos dedicados a temas mais sensíveis, o
consenso foi menor. O texto foi entregue ao papa Francisco, que o
divulgou ao público imediatamente. Bispos de todo o mundo debruçaram-se
ao longo de três semanas sobre o documento. O texto trata de uma postura
"mais misericordiosa" e "menos julgadora" em torno de casais quee vivem
juntos sem o matrimônio, além de homossexuais e católicos divorciados
que voltaram a se casar no registro civil. Os mais conservadores
resistiram em abrir qualquer brecha para determinar, por exemplo, se
católicos que voltaram a se casar podem receber a Comunhão, que é
proibida pela igreja. O documento abre as portas para exceções que serão
analisadas individualmente. Homossexuais O documento final do sínodo
reafirmou os ensinamentos da Igreja de que os gays não devem sofrer
discriminação na sociedade, mas também repetiu a posição de que "não há
qualquer fundamento" para o casamento entre pessoas do mesmo sexo, que
"não pode nem mesmo remotamente" ser comparado a uniões heterossexuais. O
documento indica que a assembléia decidiu evitar uma linguagem
abertamente controversa e buscar o consenso, a fim de evitar impasse
sobre os temas mais sensíveis, deixando para o papa lidar com os
detalhes. O sínodo é um órgão consultivo que não tem o poder de alterar a
doutrina da Igreja. O papa, que é o árbitro final sobre qualquer
alteração e que fez um apelo por uma Igreja mais misericordiosa e
inclusiva, pode usar o material para escrever seu próprio documento,
conhecido como um "exortação apostólica".
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29 de Abr // | Saúde Um estudo desenvolvido na Universidade de Oxford, no Reino Unido, apontou que existe um tipo de meditação que pode ser tão benéfica no combate à depressão quanto medicamentos. Chamada "mindfulness" (ou consciência pela), a prática perdeu a conotação espiritual entre os rofissionais de saúde de diversas áreas e já é recomendada pelo serviço de saúde britânico, o NHS. "Embora a MBCT [terapia cognitiva baseada em consciência plena] não seja uma cura perfeita, claramente oferece uma direção nova para que aqueles com um histórico de depressão possam aprender ha...
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