Famílias e representantes de movimentos sociais e
centrais sindicais participam, desde as 10h de hoje (1º), no Farol da
Barra, em Salvador, de manifestação pelo Dia do Trabalho e contra o
impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O Ato Dos Trabalhadores Contra
o Golpe começou com a participação de crianças, na parte da manhã, que
interagiram em rodas de capoeira, pintura e bambolê no espaço Brincança
no Ato. Também para as crianças foi distribuída uma cartilha que explica
o atual momento político brasileiro e o processo de impeachment, em
linguagem infantil. "Somos um coletivo de mães, pais, amigos e parentes
de crianças e estamos preocupados em como responder às demandas das
crianças. O meu filho Pietro,de 6 anos, quer saber o que é impeachment e
faz outras perguntas”, disse a professora universitária Rosana
Boullosa. Ela explicou que o Brincança no Ato é um espaço lúdico para se
divertir com as crianças e ajudar outros pais e mães que têm
dificuldade de explicar essas questões aos filhos. “Por isso, criamos a
cartilha, que as próprias crianças estão distribuindo. Mas sabemos que
há limitações da idade que não nos permitem tratar o assunto de forma
séria e aprofundada", acrescentou. Em cima de um trio elétrico, líderes
sindicais deram início ao ato político ao meio-dia e dialogaram com os
manifestantes sobre o processo de impeachment que está sendo analisado
no Senado Federal. Caso o processo seja aprovado, Dilma Rousseff será
afastada do governo por 180 dias e o vice-presidente Michel Temer
assumirá o posto. A possibilidade de Temer assumir a Presidência é
perigosa para os trabalhadores, afirmou um dos organizadores do ato,
Walter Takemoto, da Frente Brasil Popular Bahia. "A classe trabalhadora
tem que sair às ruas para manter seus direitos. O programa do Temer já
anuncia uma série de medidas contrárias aos trabalhadores; por isso,
hoje é um dia de luta contra o golpe e contra as medidas que ele já
anunciou", diz Takemoto. Em Salvador, vermelho e branco são as cores
predominantes entre os manifestantesSayonara Moreno/Agência Brasil
Participam do ato estudantes, professores, representantes de movimentos
feministas, sindicatos municipais e estaduais, das centrais Única dos
Trabalhadores (CUT) e dos Trabalhadores do Brasil (CTB). Para o
presidente da CUT Bahia, Cedro Silva, a mobilização dos trabalhadores
deve continuar, porque a possibilidade de aprovação do impeachment no
Senado é grande. "A expectativa de aprovação no Senado é a pior
possível, porque temos um Senado aliado ao Supremo Tribunal Federal,
entreguista e golpista, que não merece confiança. A confiança é o povo
na rua para barrar o golpe”, afirmou o sindicalista. Cedro ressaltou que
o ato deste domingo é uma comemoração do Dia do Trabalho, mas também de
luta em defesa da democracia e contra o “golpe”, porque não o
trabalhador não pode perder os direitos que conquistou legitimamente.
Por volta das 14h30, ao chegar ao Farol da Barra, a deputada Moema
Gramacho (PT-BA) foi recebida pelos manifestantes com elogios e
agradecimentos por ter votado contra o impeachment na Câmara dos
Deputados. À Agência Brasil, a parlamentar petista disse que "o golpe só
mudou de endereço", já que agora está no Senado. "Custou muito para
conseguirmos as conquistas que temos hoje. O que acontece, hoje, no
Brasil é um golpe contra a democracia e, mais que isso, contra a classe
trabalhadora. Continuaremos denunciando esse golpe porque não há crime
de responsabilidade [fiscal, cometido por Dilma Rousseff]. No dia 17,
nenhum deputado a favor do impeachment falou de crime, porque não há",
afirmou Moema, que acompanhou uma fanfarra local no momento da chegada e
conversou com algumas feministas. Entre os presentes ao ato, as cores
vermelho e branco predominaram nas roupas, faixas, cartazes e bandeiras
de partidos políticos, de apoio a Dilma, contra Cunha e denunciando o
que chamam de "golpe". Bandas locais também se apresentam no ato
cultural de hoje, alternando-se com os discursos de líderes
trabalhistas. Com informações da Agência Brasil.
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