terça-feira, 22 de maio de 2018

Rui busca “saída honrosa” para Lídice antes anunciar chapa no início do junho

O governador Rui Costa (PT) voltou a projetar para o início do próximo mês o anúncio da chapa majoritária que disputará a eleição de outubro. Durante a inauguração do Hospital Prado Valadares, em Jequié, nesta segunda-feira (21), o petista se negou a aprofundar as discussões em torno das eleições e sentenciou: na primeira semana de junho.

“Sobre a eleição eu prefiro debater a partir do dia 15 de agosto. Tenho conversado com todos os partidos e pretendo encerrar o mês de maio afunilando para que possa na primeira semana de junho anunciar a chapa. A manutenção da candidatura à reeleição da senadora Lídice da Mata (PSB) é vista como legítima, mas tem desidratado a cada dia.

As conversas nos bastidores giram em torno de qual será o caminho tomado pelo destacado e experiente quadro político baiano segundo o Bocão News. Com a recusa do PSD de “abrir mão” da presença de Angelo Coronel entre os candidatos ao governo e com a impossibilidade, cada vez maior, de o ex-governador Jaques Wagner (PT) disputar as eleições nacionais como candidato à presidente ou vice o caminho “natural” é o já projetado.

Rui Costa (governador), João Leão (vice), Jaques Wagner e Angelo Coronel para o Senado. Neste sentido, as discussões com os partidos aliados estão centradas nas suplências e em tática eleitoral na formação da proporcional. Restando agora acomodar Lídice da Mata para superar o assunto “chapa majoritária”. Na mesa de negociação do núcleo político governista estão algumas possibilidades.

A primeira é a de Lídice ficar na suplência de Jaques Wagner, seguida por ela ser candidata a deputada federal e até deputada estadual. Cada uma com condicionantes. Entre as condições conhecidas estão a de que o PSB terá o apoio do governo para eleger o próximo presidente da Assembleia Legislativa.

Outra é de que Wagner viria ser, em caso de êxito eleitoral, secretário de estado abrindo a possiblidade de Lídice voltar à Casa Alta do Congresso. Outra alternativa é de que Lídice seja candidata a federal com o apoio do grupo político todo. De modo que Otto, Leão e o PT dariam “uma força” para angariar votos à socialista sem que ela entre nas bases de correligionários como Bebeto Galvão e Marcelo Nilo.

O PSB também enxerga margem para colocar na mesa uma eventual candidatura de Lídice à prefeitura de Salvador em 2020. Para isso cogita “brigar” pela secretaria de Desenvolvimento Urbano com a “porteira fechada”, ou seja, com a Conder. Principal companhia de obras públicas estaduais na capital baiana.

Todos estes assuntos foram tratados em reuniões intramuros socialistas e com aliados, contudo, como prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém, consultados, todos os envolvidos tratam logo de dizer que não existe nada disso. O tempo dirá.

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