segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Estado grave: Siamesa separada da irmã precisa de cirurgia no coração para sobreviver

Uma das siamesas separadas da irmã em Goiânia e que nasceu com uma malformação no coração precisa fazer uma cirurgia com urgência para continuar viva, segundo avaliações dos médicos. Porém, não há previsão de quando esse procedimento seja feito devido à complexidade dele e ao fato dela ainda se recuperar da operação de separação.

As siamesas Débora e Catarina nasceram no dia 22, na 37ª semana de gestação, com 4,785 kg, unidas pelo tórax e abdômen. Ambas compartilhavam o fígado. No dia seguinte, foram separadas em caráter de urgência no Hospital Materno Infantil. Elas estão em estado gravíssimo e respiram com ajuda de aparelho.

A alimentação é feita pela veia. A mãe recebeu alta e passa bem. A mãe das meninas saiu de Salvador (BA) com o marido para realizar o parto em Goiânia. Débora, a irmã maior, nasceu com uma malformação no coração que ocasionou dois problemas. A primeira delas é a transposição das grandes artérias, quando a aorta, responsável por levar o sangue oxigenado, está ligada ao ventrículo direito, que recebe o sangue venoso segundo o G1.

O outro problema é uma conexão entre as câmaras do coração, que faz com que os sangue oxigenado se misture com o venoso. “Mas é essa comunicação que a mantém viva, porque o sangue consegue se misturar e ser oxigenado. Porque senão o sangue estaria indo para o local errado”, explicou o cirurgião cardiovascular Wilson Silveira, que acompanha as gêmeas desde a separação.

O médico disse que o procedimento é complexo, com taxa de mortalidade entre 5% e 30%, e, em bebês saudáveis, é indicado que seja feito até os dois meses após o nascimento. “Mas no caso dela, ainda não é possível saber quando vai ser possível fazer a operação, porque a cirurgia de separação é muito grande, ela ainda está se recuperando”, disse o médico.

Essa cardiopatia dificulta a recuperação de Debora, pois os tecidos do corpo não recebem a oxigenação adequada. A equipe médica acompanhar a situação para definir qual será o melhor tratamento enquanto ela ainda não consegue fazer a cirurgia para corrigir a malformação. Se necessário, pode ser feito uma cirurgia inclusive para aumentar a comunicação entre as câmaras para tentar melhorar a oxigenação do sangue.

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