terça-feira, 9 de outubro de 2018

Partido Novo elege oito parlamentares e poderá participar de debates na TV em 2022

O partido Novo saiu de sua primeira campanha presidencial sem levar para o segundo turno o seu candidato a presidente, o empresário João Amoêdo, que ficou em quinto lugar na disputa eleitoral. Mas a legenda conseguiu eleger oito deputados federais e avançou para o segundo turno na eleição para o governo de Minas Gerais. Em São Paulo, o Novo elegeu três deputados federais.

Em Minas Gerais, foram outros dois. O partido também conseguiu uma cadeira na Câmara dos Deputados no Rio de Janeiro, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. A legenda também emplacou 11 deputados estaduais e um distrital. Foram quatro em São Paulo, três em Minas, dois no Rio de Janeiro, 2 no Rio Grande do Sul e um no Distrito Federal.

Na disputa pelo governo de Minas gerais, o candidato do partido, Romeu Zema Neto, surpreendeu e terminou o 1º turno na liderança. No próximo domingo, dia 28, ele vai enfrentar o senador Antonio Anastasia (PSDB) para decidir quem será o novo governador do estado. O Novo, como ficou conhecida a legenda, foi criado por 181 pessoas em 2011. Saiu do papel, de fato, apenas em setembro de 2015, quando o Superior Eleitoral concedeu seu registro.

Quando surgiu, o partido chamou a atenção por não utilizar dinheiro público e se manter apenas de doações de seus filiados, muitos dos quais ligados ao mercado financeiro. É o caso do próprio Amoêdo, banqueiro, engenheiro, administrador de empresas e primeiro presidente da legenda. O presidente da legenda, Moisés dos Santos Jardins, foi diretor de financiamento de automóveis do Itaú entre 2002 e 2005, informa o Novo.

Entre 2005 e 2009, ele dirigiu o setor de operações de cobrança do varejo do Unibanco. De 2009 a 2001, foi diretor da administradora de cartões da Unimed e Banco Fator e, desde 2012, Moisés é executivo da CHB (Companhia Hipotecária Brasileira). Com 19.023 filiados, a legenda elegeu quatro vereadores em sua primeira campanha política, em 2016. Os eleitos foram empossados em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte.

O Novo é considerado um partido liberal, de direita. Defende o Estado em áreas como educação, saúde, segurança e política monetária, mas é a favor da privatização de estatais, como a Petrobras e o Banco do Brasil. No campo moral, o partido é favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e dá a seus candidatos a prerrogativa de se posicionarem sobre temas como descriminalização do aborto e das drogas.

Para a cientista política da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos), Maria do Socorro Braga, o Novo, assim como as legendas pequenas que apareceram nos últimos anos, "fará alianças com quem ganhar, independentemente do verniz ideológico". "Eles são partidos satélites, precisam sobreviver", completa. Informações do Uol Notícias

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