sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Doenças oculares externas crescem 20% no calor, alerta especialista

Água do mar ou piscina contaminada, abusar das lentes de contato em ambientes com ar condicionado e viagens aéreas prejudicam os olhos no verão. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, os prontuários médicos mostram que estas variáveis durante a estação aumentam em 20% as doenças oculares externas: conjuntivite, alergia, ceratite (inflamação da córnea) e olho seco.

Para cada uma o tratamento é diferenciado, embora tenham sintomas em comum: olhos vermelhos, lacrimejamento, coceira, sensação de corpo estranho, queimação, fotofobia e visão borrada. Todas as faixas etárias são afetadas, mas os riscos variam conforme a idade. E o oftalmologista alerta: o uso de colírio impróprio pode agravar estas doenças.

Queiroz afirma que entre crianças os fatores de risco mais frequentes são o hábito de ficar mais tempo na água e nadar de olhos abertos sem óculos de natação. Isso porque, o contato da mucosa ocular com o excesso ou falta de cloro nas piscinas e com a água contaminada do mar pode causar alergia ocular, ceratite, conjuntivite viral ou bacteriana. O médico explica que os casos de alergia são tratados com colírio anti-histamínico e compressas frias.

“A ceratite e a conjuntivite viral com colírio anti-inflamatório e compressas frias. Já a conjuntivite bacteriana provoca uma secreção amarelada e o tratamento é feito com colírio antibiótico e compressas quentes” pontua. Se entre crianças os maiores vilões no verão são a água do mar e piscina, o especialista afirma que entre adultos são o abuso de lentes de contato, o excesso de ar condicionado e as viagens aéreas longas.

Este três fatores aumentam o risco de contrair síndrome do olho seco que se não tiver tratamento adequado causa ceratite. Isso porque, explica, a córnea lente externa do olho se alimenta da lágrima. O ressecamento do filme lacrimal provoca a má oxigenação da córnea e acarreta sua inflamação, facilita a contaminação por microrganismos e a formação de úlceras.

A recomendação do médico é retirar as lentes de contato nas viagens aéreas com mais de 3 horas de duração porque o ar é mais rarefeito dentro dos aviões, evitar o abuso de ar condicionado e proteger os olhos com colírio lubrificante. As dicas de Queiroz Neto para prevenir a conjuntivite no verão seguem abaixo segundo informações do Bahia Notícias

Lavar as mãos com frequência.
Evitando o compartilhamento de equipamentos de informática, maquiagem, toalhas e fronhas.
Usar óculos de natação para praticar o esporte na praia ou piscina.

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