terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Maior parte dos brasileiros defende educação sexual e discussão sobre política nas escolas

A maior parte dos brasileiros defende que educação sexual e conversas sobre política estejam presentes nas salas de aula do país, segundo revelou pesquisa do Datafolha, divulgada nesta ontem (7). De acordo com o levantamento, a aprovação de assuntos políticos nas escolas chega a 71% dos entrevistados. Desses, 54% apoiam totalmente. O Datafolha ouviu 2.077 em 130 municípios nos dias 18 e 19 de dezembro.

A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O percentual de apoio a esse tema nas instituições de ensino é maior do que a discordância em todos os recortes analisados pelo instituto, seja por idade, renda, religião e preferência partidária, por exemplo. A aprovação por assuntos políticos cresce de acordo com a escolaridade.

Entre aqueles que têm o ensino superior, 83% concordam com a afirmação. Entre os 28% dos que se opõem à discussão política nas aulas, 20% dizem discordar totalmente. Os outros 8% discordam em parte. Já o apoio à educação sexual, alcança 54%. Já as mulheres concordam mais do que os homens (56% e 52%, respectivamente), mas fica empatado na margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

De acordo com a pesquisa, quanto maior a escolaridade, maior também concordância com a educação sexual nas escolas. Entre aqueles com ensino superior, por exemplo, o percentual chega a 63%. Apesar de haver consentimento maior, a educação sexual divide mais a opinião.

O Datafolha mostra que, enquanto 35% das pessoas concordam totalmente, os que desaprovam totalmente também somam outros 35%. Segundo o instituto, a oposição à educação sexual só é superior em dois grupos: entre os que dizem ter votado em Bolsonaro (54% discordam com a adoção do tema) e entre evangélicos (53%).

Os dois temas são sensíveis por parte de grupos conservadores e religiosos. Projetos como o Escola sem Partido, que prevê a proibição do que chama de “prática de doutrinação política e ideológica”, ganharam notoriedade nos últimos anos.

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