terça-feira, 23 de julho de 2019

Prova de revalidação de diploma médico terá 2 edições anuais e ‘repescagem’

-Foto: Ilustrativa
Foto: Ilustrativa
O Revalida, exame aplicado pelo governo federal desde 2011 para médicos brasileiros e estrangeiros formados no exterior, será reformulado e agora vai permitir que candidatos reprovados na 2ª etapa (uma prova de habilidades clínicas) poderão refazer a edição seguinte sem precisar passar novamente pela 1ª etapa, da prova objetiva.
As mudanças foram anunciadas oficialmente na sexta-feira (19) pelo Ministério da Educação. O exame é um requisito para que pessoas com diploma de medicina emitidos fora do país possam exercer a profissão no Brasil.
O MEC agora passa a ser o realizador do exame, que até a edição mais recente era de responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).
Quem responde agora por ele é a Secretaria de Educação Superior (Sesu).

Duas edições por ano

O documento contendo todas as mudanças não foi divulgado, mas, segundo o MEC, a estrutura das provas do exame seguirá igual. As principais alterações, de acordo com nota divulgada pela pasta, são a “repescagem” dos candidatos que conseguiram ser aprovados na 1ª etapa, mas acabaram reprovados na 2ª parte, e o fato de que o Revalida terá agora duas edições por ano.
Historicamente, a etapa que mais reprova candidatos é a primeira, com questões objetivas.
Em 2018 e até agora em 2019 não foram realizadas novas edições do exame. O motivo é o fato de que a edição de 2017 sofreu diversos atrasos por causa de 1.337 ações judiciais movidas por candidatos, que adiaram a divulgação dos resultados da prova objetiva.
Como a segunda fase exige uma licitação própria e ela dependia do número de candidatos aprovados, o processo acabou se arrastando pelo ano de 2018 e a 2ª etapa foi aplicada apenas no fim do segundo semestre.
Além disso, problemas técnicos fizeram com que 46 candidatos de Brasília fossem obrigados a refazer a 2ª etapa. No fim, a edição de 2017 só foi concluída em maio de 2019, e teve a menor taxa de aproveitamento da história: menos de 6% dos participantes da 1ª etapa conseguiram a autorização para revalidar o diploma. (G1)

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